Bom, como voltei a escrever agora, estou inspiradíssima (adoro superlativos!).
Resolvi postar uma música que toca lá no fundinho da alma, em homenagem aos meus amigos que estão longe... para vocês, o grande Menestréu do Brasil:
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Minha primeira poesia publicada: Biblioteca
Estava eu revisando meus arquivos quando achei minha primeira poesia publicada e bateu aquela nostalgia.
Realmente naquela época, eu estava precisando arrumar minha biblioteca... só consegui alguns anos depois...aí está ela:
Biblioteca
Sobrepostos sentimentos
Como os livros num canto do meu quarto
Não sei onde colocá-los.
Já tentei guardá-los no armário
Já escondi embaixo da cama
Mas eles reaparecem
E não sei onde colocá-los.
Dá vontade de rasgá-los
Mas livros são preciosos. E sagrados.
Dá vontade de atirá-los pela janela
Mas assim também jogaria fora minha estória.
Dá vontade de icinerá-los
Mas as cinzas que ficam, sujam a casa toda.
E não sei onde colocá-los.
Sempre os tinha tão organizados...
Orgulhosa com esta organização.
Mas a estante quebrou
A madeira não era tão forte assim.
E não sei onde colocá-los.
Acho que vou deixá-los ali mesmo,
No canto do quarto
Fechar a porta e ir embora.
Deixá-los como alimento para as traças
Ou quem sabe alguém vem e os organiza por mim
E quando eu resolver voltar, a biblioteca já vai estar arrumada.
Adriana dos Santos / Julho de 2002.
Realmente naquela época, eu estava precisando arrumar minha biblioteca... só consegui alguns anos depois...aí está ela:
Biblioteca
Sobrepostos sentimentos
Como os livros num canto do meu quarto
Não sei onde colocá-los.
Já tentei guardá-los no armário
Já escondi embaixo da cama
Mas eles reaparecem
E não sei onde colocá-los.
Dá vontade de rasgá-los
Mas livros são preciosos. E sagrados.
Dá vontade de atirá-los pela janela
Mas assim também jogaria fora minha estória.
Dá vontade de icinerá-los
Mas as cinzas que ficam, sujam a casa toda.
E não sei onde colocá-los.
Sempre os tinha tão organizados...
Orgulhosa com esta organização.
Mas a estante quebrou
A madeira não era tão forte assim.
E não sei onde colocá-los.
Acho que vou deixá-los ali mesmo,
No canto do quarto
Fechar a porta e ir embora.
Deixá-los como alimento para as traças
Ou quem sabe alguém vem e os organiza por mim
E quando eu resolver voltar, a biblioteca já vai estar arrumada.
Adriana dos Santos / Julho de 2002.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
"Pra começar, quem vai colar os tais caquinhos..."
Todo o início é bom...
Início de um livro, de um filme, de um namoro,de uma comida ou bebida gostosa,de uma vida...
Podem mudar os cenários, os títulos e as pessoas, mas as sensações sempre são iguais: a alegria do olhar, o calor subindo pelo pescoço...
Lembro perfeitamente do friozinho na barriga de todos esses momentos e procuro cultivá-los dentro de mim para que não se percam, como muitas coisas são perdidas na vida.
Neste exato momento o friozinho está aqui dentro de mim, pois é a primeira vez que exponho meus pensamentos aqui e não sei que rumo isso tudo vai tomar.Agradeço imensamente ao Carlos Eduardo Novaes e seu livro de melhores crônicas ao qual devorei ontem enquanto aguardava por horas para ser entrevistada por apenas 20 minutos (esse é uma outra estória que fica para depois). Este livro fez com que sentisse cócegas em minha alma literária novamente.
Aos quatorze anos escrevi minha primeira crônica: uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade que acabara de falecer...Participei de um concurso literário com esta mesma crônica na Escola Municipal onde fazia a 8ª série e fui acusada de plágio por uma professora de português que disse "ter visto aquilo em algum lugar..." Fiquei muito triste e decepcionada e parei de escrever...Aos dezessete anos, concluindo o Ensino Médio escrevi uma redação a pedido de uma outra professora de português com o tema "seu melhor amigo". Escrevi uma carta para minha mãe falecida um ano antes (espera aí, eu não sou especialista em escrever homenagens póstumas, foi mera coincidência!), fui a última a receber a redação e a professora Maria Helena (esta vale citar o nome,a outra deixa para lá) quando a me entregou, perguntou porque eu não escrevia mais. Então voltei a escrever e levava tudo para ela corrigir. O Ensino Médio acabou e veio a graduação com seus trabalhos, leituras e estágios e tudo ficou para trás novamente.
Alguns anos depois, após passar por um término de relacionamento de anos, me apoiei no ato de escrever, o que me levou até a escrever para um site de poesias,mas como a vida vive me dando rasteiras,parei novamente após um diagnóstico de aneurismas cerebrais e seus sintomas. Quatro anos se passaram e cá estou eu novamente, dando início em uma nova etapa de minha vida e como sempre tendo o ato de escrever como grande suporte. Obrigada mais uma vez Novaes,por ser a cola pra colar os tais caquinhos que ainda existem em minha vida.
Início de um livro, de um filme, de um namoro,de uma comida ou bebida gostosa,de uma vida...
Podem mudar os cenários, os títulos e as pessoas, mas as sensações sempre são iguais: a alegria do olhar, o calor subindo pelo pescoço...
Lembro perfeitamente do friozinho na barriga de todos esses momentos e procuro cultivá-los dentro de mim para que não se percam, como muitas coisas são perdidas na vida.
Neste exato momento o friozinho está aqui dentro de mim, pois é a primeira vez que exponho meus pensamentos aqui e não sei que rumo isso tudo vai tomar.Agradeço imensamente ao Carlos Eduardo Novaes e seu livro de melhores crônicas ao qual devorei ontem enquanto aguardava por horas para ser entrevistada por apenas 20 minutos (esse é uma outra estória que fica para depois). Este livro fez com que sentisse cócegas em minha alma literária novamente.
Aos quatorze anos escrevi minha primeira crônica: uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade que acabara de falecer...Participei de um concurso literário com esta mesma crônica na Escola Municipal onde fazia a 8ª série e fui acusada de plágio por uma professora de português que disse "ter visto aquilo em algum lugar..." Fiquei muito triste e decepcionada e parei de escrever...Aos dezessete anos, concluindo o Ensino Médio escrevi uma redação a pedido de uma outra professora de português com o tema "seu melhor amigo". Escrevi uma carta para minha mãe falecida um ano antes (espera aí, eu não sou especialista em escrever homenagens póstumas, foi mera coincidência!), fui a última a receber a redação e a professora Maria Helena (esta vale citar o nome,a outra deixa para lá) quando a me entregou, perguntou porque eu não escrevia mais. Então voltei a escrever e levava tudo para ela corrigir. O Ensino Médio acabou e veio a graduação com seus trabalhos, leituras e estágios e tudo ficou para trás novamente.
Alguns anos depois, após passar por um término de relacionamento de anos, me apoiei no ato de escrever, o que me levou até a escrever para um site de poesias,mas como a vida vive me dando rasteiras,parei novamente após um diagnóstico de aneurismas cerebrais e seus sintomas. Quatro anos se passaram e cá estou eu novamente, dando início em uma nova etapa de minha vida e como sempre tendo o ato de escrever como grande suporte. Obrigada mais uma vez Novaes,por ser a cola pra colar os tais caquinhos que ainda existem em minha vida.
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